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Sócio de Marcos Valério é o primeiro a ser condenado
2/09/2010 - 07:31:22
Cinco anos após o início escândalo do Mensalão, sai a primeira condenação em Minas. O advogado Rogério Lanza Tolentino, apontado como sócio do publicitário Marcos Valério, foi condenado ontem pela Justiça Federal a sete anos e quatro meses de prisão, e pagamento de R$1,94 milhão (3.780 salários mínimos) pelo crime de lavagem de dinheiro.
Tolentino é acusado de ser o operador do suposto esquema de desvio de recursos para compra de apoio político. Ele era o advogado da SMPB&Comunicação, empresa que pertencia a Marcos Valério, acusado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de ser o principal operador do Mensalão.
De acordo com a denúncia Ministério Público Federal (MPF), a lavagem de dinheiro foi feita para "ocultar e dissimular a origem e a natureza dos valores movimentados pela organização criminosa responsável pelo Mensalão".
O esquema teria iniciado em maio de 2002, quando segundo o MPF, foi depositada na conta corrente de Tolentino um cheque no valor de R$128 mil emitido pela SMP&B Comunicação, e perdurou até agosto de 2005. Naquele mesmo mês, Tolentino recebeu R$ 1.846.000 da SMP&B, empregando esses valores na compra de ações da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce, e afirmou que os recursos "eram resultantes do exercício de sua atividade profissional".
Segundo o MPF, nesse período, vultosas quantias foram movimentadas através das contas do advogado, por meio de operações bancárias efetuadas pela própria SMP&B e pela instituição financeira Banco Rural. Em sua decisão, o juiz da 4a. Vara Federal, Alexandre Buck Medrado Sampaio, decretou ainda a perda dos bens de Tolentino, sequestrados em fevereiro de 2008, bem como a interdição do réu para o exercício de cargo ou função pública pelo prazo de 14 anos e oito meses. Na sentença, o juiz afirma que "a motivação do crime foi a ganancia aliada a certeza da impunidade".A decisão ainda cabe recurso. Tolentino não foi localizado pela reportagem.
Além de Tolentino, o esquema do Mensalão envolve outros 39 suspeitos, segundo denúncia aceita pelo STF. O esquema veio a público em 2005 a partir de denúncia do então deputado federal Roberto Jefferson (PTB), segundo a qual parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Foto: Marcos Valério(publicitário)
Fonte: O tempo
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